sexta-feira, 29 de maio de 2009

RELÓGIO – erótico...






23h e 45 minutos...
Eufórico...Esperava
As 12 badaladas
Para se masturbar

Antevia o gozo
O revirar dos olhos
Ponteirão e ponteirinha
No vira-e-rola das badaladas

Juli Lima



http://estrategiaempresarial.wordpress.com/2008/04/20/

Greenpeace lança ideias para sexo ecológico!




A Greenpeace no mexico, colocou no seu site, algumas formas para tornar a vida sexual daqueles que estão preocupados com o meio ambiente muito mais ecológica.
A página da organização dá dicas para o sexo ecológico com bom humor.

“Cuidar da terra nunca foi tão erótico”, diz o texto.

O sexo ecológico orienta os amantes a apagarem as luzes como uma forma de economizar energia. “É possível começar uma revolução energética da sua cama”, diz o texto.

Os alimentos afrodisícos são também abordados, orientando os amantes a utilizarem frutas como o guaraná, cerejas e framboesas com procedência orgânica e livres de pesticidas. Ostras, mariscos e camarões não são recomendados.

“A pesca destes animais está a destruir os oceanos de uma forma nunca vista!”, afirma o Greenpeace mexicano.

O uso de lubrificantes íntimos é tembém abordado, que incentiva serem usados produtos à base de água, nunca de petróleo, tal como como a vaselina.
O texto destaca também que a saliva ainda é muito útil para resolver o assunto;) e bem mais barata também;)

“Grandes empresas petrolíferas estão a destruir o planeta. Não permita que se metam debaixo de seus lençóis também”, diz a ONG, que completa: “Seja um escravo da paixão, não do pretróleo”.

A madeira com que é feita a cama e até instrumentos usados em relações sado-masoquistas também deve ser levada em consideração pelos ecologistas na hora do amor.
A organização recomenda que estes materiais devem possuir certificados ambientais que garantam que venham de processos de extração sustentável de madeira.

Quanto á economia de água são recomendados banhos em conjunto para evitar o desperdício do recurso.

domingo, 17 de maio de 2009

canção dos namorados




Passeando em um jardim
Eu te encontrei, meu bem
Foi tão grande a emoção
Que minha voz perdi
E com certa timidez
De mim se aproximou
Para ir a uma festa
Você me convidou
Fiquei feliz, sim
Com esta prova de amor, sim
A esta festa contigo irei
Quero dançar, sim
Quero dançar meu amor, sim
A valsa dos namorados contigo
Quero dançar, sim
Quero dançar meu amor, sim
A valsa dos namorados contigo
Quero estar nos braços seus
Eternamente
Para o mundo então ficar
Tão diferente
E viver feliz assim
Apaixonada
Eu te amo e quero ser
A tua amada
Diga que tu, sim
Sempre serás meu amor, sim
És todo bem que eu tenho na vida
Vou te abraçar, sim
Para sentir teu calor, sim
Pois sou feliz quando estamos juntinhos
O Quero dançar, sim
Quero dançar meu amor, sim
A valsa dos namorados contigo...

# Primeiro Deus criou o homem... depois teve uma idéia melhor.





# Atrás de todo grande homem existe uma grande mulher, e atrás dessa grande mulher existe um grande amante.

# Deus criou primeiro o homem e depois a mulher, porque as experiências são feitas primeiro com animais e depois com humanos.

# A mulher está ao lado do homem para o que der e vier, o homem está do lado daquela que vier e der!

# Um homem prevenido vale por dois... Um homem rico, de carro e bem vestido então... Deus me livre.

# Não existe mulher feia, existe mulher pobre.

# Um homem perde 90% da sua inteligência quando fica viuvo, e os outros 10% quando morre o cachorro.

# Na Bíblia está bem claro: "Não cobiçais a mulher do próximo". Ninguém falou no homem das outras.
# Dizem que os homens são todos iguais, mas eu discordo. É um pior que o outro!

# Atrás de um grande homem tem sempre uma grande mulher... mandando nele!

# Marido é igual a menstruação: quando chega incomoda, quando atrasa preocupa.

# O homem é a cabeça e a mulher é o pescoço, vira pra onde quer.

# O homem nasce sorrindo, vive traindo e morre mentindo.

# Homem é como uma bolsa, por mais que seja necessário, não precisamos andar sempre com uma.
# O sexo do homem é igual a comida no microondas, 30 segundos e já foi.

# A posição sexual que os casais mais usam é a de cachorrinho: o marido senta e implora, a mulher rola e finge de morta.

# Nenhum homem merece ser traído, pois adultério é pecado e nenhum homem merece que uma mulher peque por ele.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Guia do Cafajeste



TÍTULO - I
DOS PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS
Artigo 1. Não ter nenhum princípio.

Artigo 2. Homem não trai, distrai-se.

Artigo 3. Nunca se deve bater em uma mulher - ela pode gostar.

Artigo 4. O que é bom agente come e mostra; o que é ruim a gente não
mostra, mas come.

Artigo 5. Figurinha repetida não completa álbum, mas serve para quando
bater o desespero.

Artigo 6. Mulher é que nem "Elma chips" - impossível comer uma só.

Artigo 7. As velhas desculpas ainda colam:
I - Só a cabecinha meu amor.
II - Eu estava bêbado.
III - Desculpe, mas não me lembro de você.
IV - Vou comprar cigarro e já volto.
V - Você é a única na minha vida.
VI - Você vai acreditar na sua(eu) amiga(o) ou em mim?
VII - Meu amor... eu te amo.
VIII - Relaxe... eu não vou fazer nada que você não queira.
IX - Prometo que não vou te trair de novo.
X - Eu posso explicar...

Artigo 8. Cafajeste não mente - omite.

Artigo 9. Canta-se mulher no atacado para se pegar no varejo.

Artigo 10. Não tenha escrúpulos - seja cafajeste.
d 1. Toda mulher gosta de sofrer.
d 2. Elas adoram quando são feitas de chiclete.

Artigo 11. Toda mulher é igual - Só muda a pelagem.

Artigo 12. É obrigação de todo cafajeste abrir novos parques de diversões (ex-virgens).

Artigo 13. Mulher feia é que nem violino - vira a cara e passa a vara.

Artigo 14. Todo cafajeste tem que ter classe.

Artigo 15. Toda e qualquer mulher é objeto de seu prazer.
Parágrafo único - Mulher é bem de necessidade pública .

Artigo 16. O que cair na rede é "Pexe".

Artigo 17. Cafajeste não se arrepende - se diverte com o fatídico.

Artigo 18. Esposa e Namorada não são sinônimos de fidelidade
d 1. Cavalo amarrado também come capim.
d 2. As outras mulheres adoram cafajestes com namoradas, noivas,
esposas e/ou afins.

Artigo 19. Nunca deixar os amigos por uma namorada, salvo por alguns instantes, e com a finalidade de diminuir o nível de testosterona antes das conversas.

Artigo 20. "Praga" e "Rancor" de Ex-namoradas só saem com mulher feia.

Artigo 21. Biela é questão de tempo.
Parágrafo único - Mulher é fase, por isso aproveite as boas fases, e guarde algumas fêmeas para o período de vacas-magras.

Artigo 22. Ex-namorada também serve como merenda nas horas de solidão.

Artigo 23. Não enjoe de mulher nenhuma, tenha sempre na agenda os telefones para "necessidades".
Parágrafo único - Convém, em alguns casos excepcionais, manter contato telefônico ao menos 1 (uma) vez ao mês, para lembra-las que você as adoram, amam, etc..., e que "necessitam" delas.

Artigo 24. VETADO

Artigo 25. Negue tudo até a morte, ela acaba acreditando.
Parágrafo único - Enquanto você ainda estiver vestido com um pé de meia há desculpa, caso não esteja mais, vale tentar para o fato de estar vestido com uma camisinha (se estiver).

Artigo 26. Em casos de "necessidade", prometa tudo a uma mulher. Elas adoram, acreditam, e acabam cedendo.

Artigo 27. É vedado qualquer recriminação ao cafajeste que embebedar uma mulher para pegá-la.

Artigo 28. Carro não é "prostíbulo", mas pode ser motel.

Artigo 29. Seja prevenido - leve camisinha até para velórios - mulheres são geralmente frágeis e sentimentais.

Artigo 30. Não perdoe - vingue-se.


TÍTULO - II
DAS CONSIDERAÇÕES E DESCONSIDERAÇÕES


Artigo 31. Não se considera nenhuma mulher.

Artigo 32. Homem não tem amigas, apenas as "consideram" um pouquinho mais.
d1. Tal "consideração" merece algumas considerações:
I - Se vacilar cai na vara.
II - Deve-se sempre tentar alguma coisa com elas.
III - Converse algumas safadezas com elas - você saberá do que ela gosta, e algum dia poderá ser útil.
IV - A alegação de afinidades entre vocês poderá ser um bom método de convencimento.
d 2. Considerar "mais" quanto amiga, não quer dizer maior consideração quanto mulher.
d 3. Não excetua-se o disposto nos artigos anteriores, sobretudo o referido no Artigo 7, I; VII; VIII.

Artigo 33. Um cafajeste nunca trai o outro.
d 1. Deve-se sempre respeitar o amigo cafajeste
d 2. São todos cúmplices sem distinção de Ato, fato, ou motivo:
I - Um nunca entrega o outro.
II - Um sempre encoberta o outro.
III - A culpa nunca é do cafajeste agente, sempre do cúmplice amigo.

Artigo 34. Se por uma breve falha de personalidade um ex-cafajeste amigo seu, começar a namorar "sério", a namorada dele é homem.
Parágrafo único - Excetua-se da denominação "namorada":
I - Mulher que ficou em festa.
II - Merenda antiga.
III - Cachorras e safadas.
IV - Ex-namoradas.

Artigo 35. Na contagem do Score da noite, consideram-se, entre os cafajestes, a mesma mulher que eles ficaram na noite.

Artigo 36. Para o disposto nesta Lei, não se considera como mulher:
I - Sua mãe;
II - Mãe de seus amigos;
III - Sua irmã.

Artigo 37. Consideram-se como fêmea para os fins desta lei:
I - Outras mães, sobretudo a de sua namorada; esposa; e ou afins;
II - Irmãs dos outros, inclusive as de seus amigos, prometendo-os, mesmo que não cumpra, que não fará com as irmãs deles, o mesmo que faz com as dos outros.

Artigo 38. Prima não é parente.

Artigo 39. Mulher é a parte da vagina que a gente não come.

TÍTULO - III
DAS CLASSES E CLASSIFICAÇÕES


Artigo 40. Existem 3 (três) classes de mulheres: As PUTAS; as FILHAS DA PUTA; e as PATAS.
I - As PUTAS são aquelas que transam com todo mundo, até com você.
II - As FILHAS DAS PUTAS são aquelas que transam com todo mundo, menos com você.
III - As PATAS são aquelas que só transam com você, e ficam pensando que são suas namoradas.

Artigo 41. Os cafajestes só pegam 3 (três) tipos de mulher:
I - As nacionais;
II - As estrangeiras;
III - As extraterrestres.

TITULO - IV
DAS CACHAÇAS E DAS BIRITAS


Artigo 41. Cafajeste não toma uma, quem toma uma é boiola.

Artigo 42. Todo cafajeste que se preza é biriteiro.

Artigo 43. É vedado toda e qualquer recriminação a barriga de chopp do cafajeste.
Parágrafo único - Barriga de chopp não é barriga - é calo sexual.

Artigo 44. Tudo é lícito quando se está embriagado.
Parágrafo único - Faça o que quiser, só não dê a bunda.
Ver titulo V com todas as suas atenuantes.

Artigo 45. Nunca deixe de beber com os outros cafajestes por causa de mulher.
Vide Artigo 19.

Artigo 46. Mulher é conseqüência de cachaça bem tomada.

Artigo 47. Toda mulher merece Uma; Poucas merecem Duas; Nenhuma merece Três.

Artigo 48. Quando algum cafajeste amigo seu, não alcoolizado, te der um conselho, aceite, ele sabe o que diz, sobretudo no tocante a mulher que você quer libidinar.


TÍTULO - V
DAS CATENGAS E MOCRÉIAS

Artigo 49. Considerar-se-a CATENGA toda mulher rude, bestial, cujo semblante apresente deformação aberrante e permanente. Sua principal característica é sempre balançar a cabeça dizendo sim, em alusão ao referido réptil ( ou algo parecido ).

Artigo 50. As CATENGAS e MOCRÉIAS serão divididas em grupos e subgrupos com as respectivas denominações:
I - Vassouras de bruxa;
II - Belugas;
III - Carniças;
IV - Demais denominações afins.

Artigo 51. Fica isento de punibilidade qualquer um que:
d 1. Pratique delito contra qualquer uma dessas criaturas.
d 2. Caso o delito tiver ressonância social, o agente concorrera ao "MÉRITO DO GRAN-CAFAGESTIS".
Parágrafo com redação determinada pela Lei 6969/99.

Artigo 52. Causas excedentes de anti-juridicidade.
I - Elevado grau alcóolico.
II - Ambiente favorável.
III - Bestialidade absoluta do ser.

Artigo 53. Considera-se induzimento a erro essencial, aquele que para satisfazer interesse exclusos, induzir ao amigo a agarrar alguma dessas criaturas.
d 1. O agente passivo está isento de culpa ou dolo.
d 2. O agente ativo perderá o título honorífico de "Cafajeste", sendo excluído das disposições desta Lei.
Parágrafo único- O cafajeste que em praça pública libidinar qualquer uma dessas criaturas estando em seu perfeito estado mental e deixando claro que sua intenção é simplesmente catengar, ou seja, fazer assistência social, deverá ser venerado pelos outros membros; afinal nem todo dia é dia de ação de graças.

DISPOSIÇÕES FINAIS
Artigo 54. Mulher é o melhor ser do Universo. Nós não conseguiríamos viver sem elas, afinal de contas, quem iria lavar; passar; cozinhar e costurar para a gente?

Artigo 55. Acata-se disposições em contrário (diminui-se a concorrência).

Artigo 56. Este Código entra em vigor toda vez que um cafajeste começa a encher a cara, e sua vigência vai até ele morgar.

Diferença entre canalha e cafajeste




Muitas mulheres confundem um homem canalha de um homem cafajeste . Por isso resolvi colocar uma lista de diferenças entre os dois seres:

1-) O canalha transa com uma garota e sai contando pra todos os seus amigos pra tirar vantagem e descarta ela da sua lista.
O cafajeste transa, conta só pra seus amigos mais chegados, mas mantém contato com a garota. Afinal ele pode precisar dos seus favores quando tiver na seca.

2-) O canalha sai beijando todas que ve pela frente na balada. É muito legal ficar disputando com os amigos quem beija mais (afinal seu cérebro parou de se desenvolver aos 14 anos de idade).
O cafajeste escolhe uma só, a mais interessante. Fica com ela a noite toda, troca até contatos, por que se não sair do lugar pra transar com ela, vai transar num outro dia.

3-) O canalha não sabe tratar bem uma mulher. É grosso, mal-educado, destrata pessoas humildes ou empregados como prova de superioridade.
O cafajeste sabe quando e que intensidade agradar. Compra chocolate, bichinhos-bonitinhos-de-pelúcia e leva a restaurantes finos, com o único objetivo de fazer a mulher se sentir valorizada e assim alcançar seu objetivo… sexo.

4-) O canalha é burro. Seu senso crítico limita-se a análise do gol mais bonito da semana ou de qual a mais gostosa do Big Brother.
O cafajeste sabe se virar em qualquer assunto, se é necessário discutir sobre a moda da estação na frente de mulheres ele vira um estilista, se a garota é fã de Chopin ele se torna um frequentador de concertos, etc

5-) O canalha adora aparecer. Estufa o peito na frente das mulheres, faz piadas prontas, é o amigão de todo mundo e só sabe contar vantagem.
O cafajeste não precisa de auto-promoção, o boca a boca é feito pelas próprias pessoas que estão ao seu redor. Ele se adapta ao ambiente mudando sua personalidade de acordo com a ocasião.
Ou seja, um é pavão o outro camaleão.

6-) O canalha mente.
O cafajeste omite.

7-) O canalha não sabe elogiar (ou xavecar, como se diz em sampa). Quando o faz é tão ruim que se torna uma cantada de pião, “uau, que gata!”, “que delicia”, “o la em casa”.
O cafajeste sabe elogiar os pontos-chaves da mulher, “nossa, lindo o seu cabelo”, “que sorriso”, “você emagreceu?”.

8 -) O canalha não sabe cuidar de mais de uma mulher. Acaba confundindo nomes, esquece de ligar pra uma, dá mais atenção pra outra, deixa pistas, etc.
O cafajeste sabe tratar todas por igual, quando não está afim de sair com uma ele liga ou manda um sms “bonitinho” pra não perder contato. E mesmo que a mulher saiba que ele é um cafajeste, ele a faz crer que é especial e que pode rolar algo sério.

9-) O canalha deixa pista. Seu scrapbook é lotado de recadinhos de mulheres, no subtitle do seu msn ele cita nomes de mulheres, seu celular está cheio de mensagens comprometedoras e sua mãe sempre entrega o jogo (”o x saiu com uma amiga”).
O cafajeste apaga todas as pistas, seu scrapbook é apagado diariamente, o msn tem nicks abrangentes que podem ser adaptados pra qualquer uma (”Que saudades de você”), o celular nunca tem mensagens, e sua mãe é grande aliada pois ele sempre diz pra ela que foi na casa de um amigo.

10-) Canalha é substantivo… cafajeste adjetivo.

a utilidade e história do leque


O leque tem na China uma história muito antiga. O seu uso remonta pelo menos – supõem os arqueólogos – ao neolítico.
Jà nas primeiras descobertas podemos ver os abanos de cabo comprido, gravados em objectos de bronze dos Estados Combatentes (475-221 a.c.) e do período Zhou do Este (770-256 a.c.). Numa tumba do distrito de Jiangli foram encontrados restos de um leque de plumas com cabo de madeira.
No que respeita o seu uso, ele era manejado pelos servos para dar frescura aos seus amos e resguardá-los dos raios solares. Em muitos casos eram símbolos de poder.
Desde finais do período dos Estados Combatentes até à época das dinastias, Han no Este e no Oeste (206-220 a.n.e.), os leques tinham forma curva e eram feitos com finas tiras de bambu. Eram usados pelos servos quando assavam carnes ou extraíam sal e pelos seus senhores para se defenderem dos rigores do sol.
Durante as dinastias Shui e Tang (581-907 d.c.) o leque mais comum era o fabricado de seda. Era conhecido como o Leque Imperial o leque da alegria conjunta e unidade e era feito de finas hastes de bambu e madeira, cobertas com sedas delicadas e transparentes.
No princípio da dinastia Tang os leques eram na maioria redondos ou ovóides, havia-o também hexagonais e octogonais em forma de flores: begónias, girassóis e da ameixoeira. Na poesia clássica podemos ler muitos sentimentos de jovens relacionados com o tema e também diversos registos das expressões sobre as faces dos leques. Sabemos por esta do uso que lhe era dado.
No período das dinastias Song e Yuan (960-1368 d.c.), o leque mais usado era o de seda. Surgiu também um novo tipo – o dobrável – que continua a usar-se até aos nossos dias.
Ainda que este tipo de leque já existisse na época dos Song do Norte, somente alcançou o seu apogeu nas dinastias Ming e Qing (1368-1911 d.c.).
Desde a dinastia Ming o uso do leque de pregas dobrável generalizou-se, primeiro na corte e depois nas outras classes sociais. Ao princípio eram de poucas hastes e depois começaram a ser feitos com maior número e mais finas. Ao imperador agradava oferecer, às suas concubinas e ministros de confiança, leques lindamente decorados e ornados com fios dourados. Os mais correntes eram oferecidos aos funcionários da corte.
De acordo com o gosto dos cortesãos, literatos e pintores, os leques de pregas foram convertidos em refinadas obras de arte. Como materiais eram usados desde o bambu ao sândalo, carapaça de tartaruga até ao ouro, o jade e o marfim. Os literatos preferiam os leques de hastes de bambu talhado.
Desde a dinastia Ming até à actualidade, surgiram numerosos artistas famosos pelo seu trabalho no talhar das hastes de bambu com motivos variados: paisagens, flores, pássaros, animais, desenhos de telas e retratos e caligrafias.
A cobertura do leque transformou-se num espaço onde pintores e calígrafos podiam mostrar seu talento e habilidade.
As coberturas de pregas podiam ser de papel ou seda, sendo as primeiras as mais usadas. A maioria dos pintores e calígrafos gostavam de desenvolver o seu talento neste espaço limitado, mediante poemas ou outros tipos que exprimissem os seus sentimentos.
Alguns leques decorados por calígrafos e pintores das dinastias Ming e Qing – Tang Bohu, Zheng Banqiao, Ren Bonian – converteram-se em autênticos tesouros.
Entre os artistas comtemporâneos destacam-se neste campo: Zhang Daqian, Qi Baishi, Huang Binhong, Fu Baoshi, Li Keran e outros mais.
As funções do leque foram ampliadas com o tempo. Além de servir para refrescar ou espantar moscas e mosquitos, serve também como instrumento cerimonial, na decoração dos salões e como adorno pessoal. É também um objecto estético de grande preferência dos coleccionistas e faz parte do guarda-roupa de alguns artistas de cena. É tema de inspiração para poetas e escritores.
Na realidade o leque constitui já uma das manifestações da cultura chinesa. A sua arte é única: de plumas, de seda, de papel, de bambu, de palma, de jade. Também os há de marfim finamente rendilhado, assim como de aromática madeira de sândalo.
Cada região tem o seu próprio e inconfundível estilo. Assim – entre outros – são muito famosos os leques de Suzhou, os de Shexián, os de Sichuan e os de Hangzhou.


A linguagem dos leques em exposição

Por Adriane Hagedorn*

O Museu Histórico Nacional está encerrando neste início de março a exposição de leques "Uma Brisa no Ar", com curadoria da museóloga e pesquisadora Vera Lima. Em meio à exposição, encontra-se a origem mitológica do leque, suas terminologias e maneiras de usá-lo.

A mitologia greco-romana trata de explicar a origem do que nos cerca. Quando estas histórias encantadoras nos chegam, tomam conta de imediato de nossas fantasias, as cercam e as cultivam. Para descrever a origem do leque, relembro a lenda grega de Eros e Psiquê. Poros (Recurso) estava adormecido quando avistado por Pênia (Pobreza), que o vê tão belo e resolve ter um filho com ele. Nasce Eros (Cupido) que herda características do pai, da mãe e do dia em que nasceu (o mesmo dia de Afrodite, deusa da beleza e do amor). Eros tem a carência típica da pobreza, mas não lhe faltam recursos, é escravo da beleza, a mais importante de suas características na lenda mitológica Eros é um caso único, não é mortal, nem deus, nem semi deus. Ele nasce, cresce e morre, nasce, cresce e morre e assim sucessivamente. A lenda reza que quem é flechado por Eros herda todas as suas características: a carência (do ser apaixonado), as intensidades (quando apaixonado, um dia pode ser o mais feliz do mundo e em horas entrar em profunda depressão), recursos (nos nossos sonhos moldamos o ser apaixonante), escravo da beleza (quem ama o feio, bonito lhe parece), e a última característica: nem mortal, nem imortal, assim como a paixão que nasce, cresce e morre até que encontra um outro ser para se apaixonar.

A mitologia é construída a partir da história oral, por isso encontramos diferenças entre alguns mitos e lendas. É o que acontece nessa lenda, que apresenta também outra versão. Afrodite (Vênus) soube que seu templo estava sendo abandonado, pois na Terra havia uma mortal de beleza inigualável, Psiquê (Alma). Afrodite pede ao seu filho Eros que se vingue da mortal. Ao vê-la, Eros perde-se em tamanha beleza, fere-se em uma de suas flechas e apaixona-se. Eros põe sobre ela um encantamento e ninguém mais ouve falar de Psiquê. Ela não se casa. Os pais, preocupados, consultam o oráculo, e obtém a resposta de que a filha deveria ser posta sozinha no alto de uma montanha vestida de noiva. Após algum tempo sozinha, o vento Zéfiro a leva até o alto da montanha, ela entra numa caverna e ouve uma voz que lhe diz: eu sou seu noivo, vamos viver nesta caverna felizes, mas não posso lhe revelar meu rosto. Em uma conversa com as irmãs, Psiquê se convence de que deveria ver a face do noivo. A noite, ela acende uma lamparina e leva um susto, pois nunca tinha visto alguém tão lindo, deixa cair óleo no ombro de Eros e o acorda. Ele rompe com a amada, pois ela quebrou um pacto de confiança. Eros volta a morar com a mãe. Psiquê, em busca de reconquistá-lo, aceita algumas tarefas propostas por Afrodite. A última das tarefas era entrar no reino dos mortos e captar em uma caixinha um pouco da beleza da rainha das mortes, Percífane. Na volta, Psiquê sente-se atraída por uma pitada desta beleza e, ao abrir a caixa, é tomada pela beleza do sono da morte. Eros a encontra, prende a beleza da morte de volta dentro da caixa, a leva até Zeus, que a transforma em imortal dando-lhe ambrosia para comer e néctar para beber. Desde esse dia, a alma se tornou imortal, eles se casaram e viveram felizes para todo o sempre (característica serena do amor e não mais da paixão).

Como já disse nas primeiras linhas, as lendas se encarregam de nos explicar a origem de o que nos cerca. A lenda conta que o primeiro leque foi uma asa de Zéfiro, arrancada de suas costas por Eros para abanar sua amada Psiquê, adormecida num leito de rosas. Mas, deixando de lado o mundo fantasioso, passamos agora a ver o leque com os olhos do século XIX, época em que as damas os usavam para se refrescar, enquanto eram cortejadas por cavalheiros com punhos e golas de renda entre pitadas de rapé.

O leque não exercia a função única de refrescar as damas, ele era também fonte de linguagem. Uma dama deveria saber como se portar com um leque. Alguns exemplos da linguagem dos leques:

Eu te amo: Esconder os olhos com o leque aberto.
Aproxime-se: Andar com o leque, conduzindo-o aberto na mão esquerda.
Amo outro: Girar o leque na frente do rosto com a mão esquerda.
Quando nos veremos?: Leque aberto no colo.
Não me esqueça: Tocar o cabelo com o leque fechado.
Adeus: Abrir e fechar o leque.
Sim: Apoiar o leque no lado direito da face.
Não: Apoiar o leque no lado esquerdo da face.
Você é cruel: Abrir e fechar o leque várias vezes.
Não sairei hoje: Andar na sala (ao entrar) abrindo e fechando o leque.
Preciso falar com você: Tocar o leque aberto com as pontas dos dedos.
Desculpe: Manter o leque aberto na altura dos olhos.

Datados dos séculos XVIII, XIX e XX, os 109 leques expostos acompanham um glossário imprescindível:
Abano ou ventarola: Objeto em forma de leque, que se usa para atiçar o fogo ou para produzir correntes de ar.
Abébé: Leque, no idioma lorubá, produzido em diferentes metais e usado no Candomblé, como atributo de Oxum.
Alegoria: Cena com figuras representando personagens identificáveis pelos seus atributos, que procuram produzir idéias abstratas.
Baralho: Leque somente de varetas sem guarnição de papel, tecido ou plumas.
Cena campestre: Representação de cena com personagens desfrutando de entretenimento ao ar livre.
Cena de gênero: Representação de cenas da vida cotidiana.
Cena galante: Representação de cenas que incluem galanteios e folguedos em ambientes idílicos.
Chorão: Verniz de laca usado na China e no Japão.
Fitomorfos: Ornato que tem forma vegetal.
Filigranado: Ornato que tem forma imitando renda.
Folha ou pano: Parte plissada do leque, que recebe a decoração.
Mandarim: Leque colorido, modelo chinês, para exportação. Em folha de papel pintado dupla face, mostra cenas da corte com as diversas figuras humanas com os rostos de marfim e os trajes de seda. Conhecidos como "cem faces" ou "mil faces".
Monogramas: Entrelaçamento gráfico de duas ou mais letras iniciais ou das principais letras de um nome.
Ornato: Motivo decorativo que se aplica a qualquer obra de arte.
Vareta: Cada uma das hastes que compõem a armação de um leque.
Vareta mestra: Varetas extremas dos leques, sendo que a mais destacada, da frente, é a principal.
Zoomorfos: Termo usado para descrever motivos estilizados e ornamentações baseados em formas animais.
Para encerrar, uso um trecho descritivo da exposição: "A energia elétrica com seus ventiladores e aparelhos de ar condicionado relegou ao passado os delicados e românticos leques, estes instrumentos refrescantes que nos remetem ao tempo em que cavalheiros cortejavam nos salões as belas damas, que por intermédio dos leques animavam as suas esperanças ou golpeavam mortalmente seus sonhos".